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Varejo tem perda anual de US$ 2,3 bi

Por Editor Brasil em Aug 1, 2018

Grandes redes de varejo no mundo perderam no ano passado US$ 99,56 bilhões com problemas como furtos de produtos e má gestão de estoques. Esse valor equivale a 1,82% da receita alcançada no ano. No Brasil, a perda foi de US$ 2,34 bilhões, ou 1,99% do faturamento do setor, segundo estudo da consultoria de varejo PlanetRetail RNG.

No Brasil, as perdas relacionadas a fornecedores representaram 29,17% do total no ano passado - foram a causa mais citada pelas empresas. Hoje, as grandes redes não checam produto por produto que chega no centro de distribuição; a checagem é feita por amostragem. Por isso, itens com cor errada, encomendas incompletas ou produtos com avaria podem não ser vistos na hora da entrega e acabar parando nas lojas.

perda bilionária


Furtos e roubos praticados por pessoas que vão aos estabelecimentos foram a segunda maior causa de perdas, com 27,90%. A gestão de estoques é outro problema para o varejo (representou 21,93% das perdas), assim como furtos ou fraudes cometidos por funcionários (21%).

O estudo - encomendado pela Tyco Retail Solutions, empresa especializada em análise e fornecimento de tecnologias para o varejo - também mostra que as lojas de departamentos e de variedades têm o maior índice de perdas no Brasil, de 2,35%. Em seguida estão as redes de moda (2,22%), atacarejo (2,13%), eletrônicos (1,60%), produtos para casa e jardim (1,60%) e hipermercados (1,53%). Carlos Eduardo Santos, diretor de novos negócios da Tyco Retail Solutions, disse que os índices são mais altos na moda porque o setor possui itens pequenos e mais fáceis de serem furtados.

Os produtos furtados com mais frequência no país são itens de vestuário, bebidas alcoólicas, eletrônicos (como tablets, smartphones e câmeras digitais). As marcas mais visadas são Nike, Nestlé, Hershey, Unilever, LG, Apple e Samsung.

Para realizar o estudo, a consultoria PlanetRetail entrevistou 1.120 executivos de redes de varejo com receita anual superior a US$ 100 milhões em 14 países - Austrália, China, Índia, Japão, Coréia do Sul, França, Alemanha, Itália, Rússia, Espanha, Reino Unido, Brasil, México e Estados Unidos. As entrevistas foram feitas em outubro de 2017. No Brasil, foram ouvidas 72 empresas.

No mundo, o furto em lojas praticado por consumidor foi a causa mais citada para as perdas, representando 34,34% do total. Problemas na cadeia de fornecimento representaram 24,28%. Furtos ou danos causados por funcionários responderam por 22,95%. E a gestão errada dos estoques (podendo causar falta de produto nas lojas ou perda de validade de mercadorias) respondeu por 18,43%.

“A margem líquida de lucro do setor é historicamente baixa. Nesse cenário, a prevenção de perdas tornou-se uma forma de aumentar a rentabilidade das companhias”, afirmou Santos.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, os investimentos das varejistas para evitar perdas são maiores do que as perdas efetivas. Em média, as redes gastam 2,54% de seu faturamento anual com prevenção e perdem o equivalente a 1,99% da receita. Segundo Santos, os hipermercados, que têm a taxa de perdas mais baixa, são os que mais investem em prevenção.

Fonte: Valor Econômico

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