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RFID presente ou futuro para o varejo nacional?

Por Editor Brasil em Aug 10, 2017

O RFID como muitos já conhecem, permite ganhos em toda a cadeia do varejo, sendo assim uma solução direcionada a melhor rentabilidade.

Talvez você possa estar se perguntando como isso é possível, uma vez que a maior parte dos profissionais ainda enxergam somente como função principal do RFID a maior agilidade do inventário ou ainda o maior nível de acurácia das informações geradas pelo inventário.

Todavia, percebo que a dúvida não é sobre como aplicar o RFID, e sim sobre o momento ou mesmo a viabilidade sobre a aplicação da referida solução ao seu dia a dia, por vezes, não somente sobre o seu segmento, e sim sobre a forma como ele opera, tendo em vista que o varejo possui operações e estruturas distintas.

A dúvida principal identificada entre os varejistas é: O RFID é uma realidade para o meu negócio hoje?

Para responder a essa pergunta irei abordar os seguintes pontos:

Como é composta a Solução:

1. Existem limitações para o RFID?

2. Qual o custo da solução?

3. Quais os ganhos?

4. A quem se aplica esses ganhos?

5. Qual a forma de implantação mais adequada?

6. Como calcular os ganhos?

7. Como calcular o ROI ou payback da solução?


1. Existem limitações para o RFID?

Sim existem, segundo o Engenheiro Damicrei Dias, há Limitações da própria tecnologia RFID (propagação da onda eletromagnética, tipo de produtos a serem controlados, ambiente do cliente, etc) que podem afetar a eficácia da solução, e dos processos operacionais existentes na cadeia (produção, distribuição e venda dos produtos).

Mesmo havendo tais limitações a tecnologia evoluiu muito nos últimos anos, com etiquetas novas (maior performance), etiquetas especiais (para produtos que no passado eram ofensores a tecnologia, como por exemplo líquidos). Tais avanços aliados a analise estrutura e processual da operação do varejista, permitem oferecer uma solução estável, de alto desempenho, adequada à realidade do varejista.


2. Qual o custo da solução?

Talvez uma das principais questões ou medos quanto à aquisição de uma solução RFID é o custo de um projeto. A primeira ação necessária é o alinhamento ou definição de expectativas. Uma vez feito isso o Gestor de Projeto de RFID poderá dimensionar quantos e quais equipamentos serão utilizados e quais modelos de RFID TAG (etiqueta de RFID) serão utilizados, isso irá variar não somente pelo objetivo do projeto, mas também espaço físico, volume de estoque, volume de lojas e CDs, tipo de produtos, etc…

O projeto é normalmente composto por tags, coletores, antenas, portais e software, porém essa composição é completamente adequada ou mesmo desenhada conforme as necessidades do varejista, e por isso o valor de um projeto poderá variar bastante, dependendo da amplitude, da fase do projeto e da complexidade do projeto a ser definido.


3. Quais os ganhos?

Podemos identificar ganhos mensuráveis e alguns não diretamente mensuráveis.

No caso de mensuráveis;podemos destacar a economia relacionada ao custo de inventários, a diminuição do tempo de reposição e por consequência do índice de ruptura, a agilidade no caixa, custos com movimentações de produtos (recebimentos/transferências) e possíveis impactos em perdas, onde há a rastreabilidade do item, uma aplicação muito útil em casos como trocas de produtos.

Já em ganhos não diretamente mensuráveis podemos destacar o aumento de vendas, que por mais que possa ser avaliado com simples comparativo de resultados entre períodos, é oriundo dos ganhos aqui já mencionados, mas também sofre impacto de fatores como a melhor experiência de compra com produtos repostos de forma correta ou com a agilidade na operação de frente de caixa, pois passa a registrar os produtos de forma mais rápida e sem erros como duplicidade de registro de produtos. Outro destaque é a venda de produtos mesmo que estes estejam no estoque (maior visibilidade), através do controle de disponibilidade e localização do item dentro do estoque. Há também a possibilidade de aumento da compra por impulso, através de sugestão de itens quando o cliente acessa um provador monitorado pela solução de RFID, entre outros.


4. A quem se aplica esses ganhos?

De forma geral a toda empresa, ou melhor, toda a cadeia, mas podemos destacar algumas áreas pontuais, contudo a solução RFID permitirá a geração de informações para as mais variadas áreas, podendo variar conforme a aplicação desenhada dentro do projeto:

  • Logística
  • Operações
  • Compras
  • Vendas
  • Prevenção de Perdas


5. Qual a forma de implantação mais adequada?

Em virtude da grande gama de aplicações, áreas, sistemas físicos e lógicos envolvidos o sugerido é definir os objetivos principais ou mesmo iniciais da solução. Normalmente nesse ponto, várias oportunidades serão mantidas em segundo plano, permitindo que o foco do projeto seja a realização das entregas programadas.

O segundo passo é o desenho das funcionalidades e da aplicação a ser utilizadas e isso normalmente é realizado para uma parte da empresa, como por exemplo 1 loja. Isso é importante para gerar a curva de aprendizado necessária quanto as variações de processos, sistemas e estrutura do cliente.

Durante e ao final do período proposto para essa parte do projeto são realizadas analises, medições e validações da solução e dos relacionamentos com a estrutura física e lógica do cliente, gerando então a relação de ajustes necessários e os resultados iniciais que permitirão a tomada de decisão quanto a estratégia de roll out.

O roll out pode ser feito tanto em quantidade de unidades de negócio (lojas, cds, etc…), quanto em funcionalidades e integrações da solução com outros sistemas e tecnologias já existentes. Se percebe então que a implantação pode ser faseada conforme desenho do projeto.

6. Como calcular os ganhos?

Um dos pontos mais importantes de um projeto RFID, a exemplo da aplicação de qualquer solução, é a mensuração de resultados. Isso é feito através da identificação dos objetos principais do projeto e da amplitude de aplicação do mesmo. A partir dai o Gerente de Projeto de RFID avalia quais serão as atuações do projeto para o referido cliente e age de forma a medi-los através de cronoanalises (medição de tempo de tarefas), cálculos de custo operacional, impacto em vendas, perdas e outros que gerem impactos a operação do varejista.


7. Como calcular o ROI ou payback da solução?

O calculo é baseado na relação entre o resultado das analises de todos os ganhos mensuráveis e o investimento necessário para a implantação do projeto, permitindo assim uma tomada de decisão mais segura com visibilidade sobre o tempo necessário para o pagamento do projeto. Essa analise também permitirá identificar se o projeto será implantado de forma full, por módulos ou parcial, conforme necessidade.

Exemplos de aplicação:

  • Relação de Itens provados e Itens vendidos
  • Os itens são repostos com agilidade (menor ruptura)
  • A reposição da loja é feita de forma correta (variantes P,M,G ou cores mais vendidas)
  • Os produtos do provador retornam a área de vendas com agilidade?
  • A equipe suficiente para horários e dias de pico
  • Controle de recebimento unitário ou por volume
  • Controle de validade (produtos no estoque são mais novos que o da área de vendas?)

Espero que este material permita além de eliminar dúvidas sobre o momento da aplicação e como avaliar o projeto para tomada de decisão, também identificar as mais variadas formas de aplicação dentro da empresa, o que poderá maximizar os ganhos do referido projeto…

Fonte: Prevenir Perdas

Unidades de negócio da Johnson Controls