Segundo a pesquisa de Perdas 2015/2014 realizada pela ABRAS, os produtos da área de açougue foram os que mais representaram, em valor, nas perdas dos supermercados. Cada vez mais, o autosserviço trabalha com carnes já embaladas e expostas, e esse é um caminho sem volta e que envolve novas tecnologias. Hoje, por exemplo, atmosferas modificadas e embalagens totalmente transparentes, entre outros recursos, estão entrando no mercado com muita força. Essa tendência agrega ainda mais valor aos produtos. Mas estes, por sua vez, tornam-se cada vez mais cobiçados pelos “amigos do alheio”.

Se olharmos pelo lado da indústria, podemos fazer a seguinte leitura: o produto foi vendido, faturado e entregue, portanto a dívida foi constituída. Mas, se olharmos pelo lado do supermercado, é a partir daí que a responsabilidade aumenta, pois o produto precisa percorrer o fluxo interno e “sair da loja” passando pelo checkout, pois a dívida já está contraída.

Baseados nessas premissas e com a informação da pesquisa, precisamos buscar uma solução que atenda a todos os lados e ao menor custo possível. E pergunta-se: esta solução não estaria numa parceria ganha-ganha entre fornecedores de produtos cárneos, varejistas e fornecedores de equipamentos de tecnologia?

Talvez sim, o importante é que todos os pontos se “fechem”, ou seja, que os equipamentos antifurto, antenas, sistemas, etc., tenham preço acessível e compatível com a necessidade do mercado – e que mostrem rápido retorno sobre o investimento feito. Assim, as lojas se disporiam a instalá-los com mais facilidade e também exerceriam uma certa “pressão” para que os produtos já chegassem às suas gôndolas com a etiqueta antifurto inserida.

Com certeza esse custo seria minimizado e diluído na cadeia. E as perdas, que são significativas devido ao volume de furto, tenderiam a baixar, o que tiraria o produto de uma exposição acanhada ou do confinamento. O resultado seria refletido em menores custos ao consumidor e melhores vendas.