As vendas no varejo supermercadista, desde o final do primeiro semestre, começaram a reagir, ou seja, pararam de cair e, aos poucos, inicia-se um crescimento. Deste tempo de vacas magras podemos tirar várias lições, pois a dificuldade nos força a ir mais fundo atrás de nossas margens. Não que isso deixe de ser uma procura constante, mas quando fica mais difícil realizá-las pela linha de checkouts, olhamos nosso interior e nossas operações com mais precisão e assertividade.

Sabemos que todo o número que for reduzido em nossas perdas irá complementar diretamente nossa margem e lucratividade. Sendo assim, se faz necessário o aperfeiçoamento profissional e a busca de informações dos que trabalham neste setor. O profissional da área de prevenção passa a ter funções estratégicas dentro do negócio, precisa saber “olhar a floresta” como um todo, pois em cada processo, dentro de cada área a cultura da prevenção de perdas precisa estar presente. Afinal, a mudança de uma atitude durante um processo pode significar muito na composição da margem.

Para que esse “olhar a floresta” seja mais assertivo, o profissional necessita de conhecimentos pertinentes a cada área, como os exemplos a seguir:
● Ruptura é uma perda, perda de venda, assim, o conhecimento de promoções, de índices de vendas, da logística como um todo são fundamentais para evitá-la.
● O gás refrigerado que alimenta nossas linhas de frio e que constantemente precisa ser reposto, também é uma perda, e a manutenção adequada evita esse gasto.

Embora sejam de áreas distintas, os dois exemplos certamente compõem a margem e a lucratividade. Se focarmos no profissional da prevenção, com certeza veremos sua presença nestes dois exemplos, seja na frente da gôndola “sentindo” a “quase falta” ou a falta do produto, ou nos balcões refrigerados anotando temperatura e anormalidades. Se este profissional está ali, tendo contato com a dificuldade, constatando o problema, por que não inseri-lo na busca da solução? Aí entra a questão do novo profissional de prevenção, ou seja, um profissional que transcende seus conhecimentos de operação e passa a ter conhecimentos estratégicos, conhecimentos que comporão soluções que antevêem a perda.

Não por acaso, esse foi o direcionamento do IV Fórum ABRAS de Prevenção de Perdas, cujo tema foi “Transforme Informações em Resultados”. Ou seja, a visão da Prevenção de Perdas no Planejamento Estratégico da Empresa, que significa olhar cada ação com foco no resultado, processo que envolve o negócio, não só na operação propriamente dita, mas no contexto geral.

Esse é o perfil do novo profissional, o que se aperfeiçoa a cada dia, buscando novos conhecimentos e contribuindo de maneira estratégica na composição da margem.

Marcos Manéa, gestor do comitê Abras 2016